Sunday, November 16, 2008

La Dame à La Licorne Museé du Moyen Âge

Há coisas que nunca pensamos que vamos ver ao vivo. Hoje chorei vi-a.

Saturday, November 15, 2008

Finalmente pôde (re)descobrir os cantos há muito ocultos. Quando a porta, que o encerrava há meses se abriu, correu tresloucado, batendo nas coisas, tentando manter o equilíbrio enquanto olhava para trás - desconfiado que ela o iria perseguir para o encerrar de novo naquele espaço branco e pequeno. Mas não. Passou o dia todo à solta. E ela nem se incomodara quando ele ia vê-la (sempre tão ocupada). Depois da novidade, terminou ao colo, a sentir aquela mão, que tinha estado tão distante, a escovar-lhe o cabelo lustroso. dorme já (quase silencioso) a aquecer-me o corpo. Ouço-o ainda.

vrai

La Chanson Des Vieux Amants Bien sûr, nous eûmes des orages Vingt ans d`amour, c`est l`amour fol Mille fois tu pris ton bagage Mille fois je pris mon envol Et chaque meuble se souvient Dans cette chambre sans berceau Des éclats des vieilles tempêtes Plus rien ne ressemblait à rien Tu avais perdu le goût de l`eau Et moi celui de la conquête Mais mon amour Mon doux mon tendre mon merveilleux amour De l`aube claire jusqu`à la fin du jour Je t`aime encore tu sais je t`aime Moi, je sais tous tes sortilèges Tu sais tous mes envoûtements Tu m`as gardé de pièges en pièges Je t`ai perdue de temps en temps Bien sûr tu pris quelques amants Il fallait bien passer le temps Il faut bien que le corps exulte Finalement finalement Il nous fallut bien du talent Pour être vieux sans être adultes Oh, mon amour Mon doux mon tendre mon merveilleux amour De l`aube claire jusqu`à la fin du jour Je t`aime encore, tu sais, je t`aime Et plus le temps nous fait cortège Et plus le temps nous fait tourment Mais n`est-ce pas le pire piège Que vivre en paix pour des amants Bien sûr tu pleures un peu moins tôt Je me déchire un peu plus tard Nous protégeons moins nos mystères On laisse moins faire le hasard On se méfie du fil de l`eau Mais c`est toujours la tendre guerre Oh, mon amour... Mon doux mon tendre mon merveilleux amour De l`aube claire jusqu`à la fin du jour Je t`aime encore tu sais je t`aime.

Despedidas à francesa et aussi à portuguesa com excertos da Argélia

Hoje houve uma "fête dans le bureau". Uma argelina simpática que trabalhava ao meu lado foi morar para Marselha. Espantou-me que aquelas pessoas que trabalharam um ano juntas e provavelmente nunca mais se iam ver não estivessem nem um pouco emocionadas. Eles lá lhe deram prendas e flores e bolinhos mas permaneceram imperturbáveis. A rapariga argelina chorava e mais ninguém mexia um músculo facial. Eu, que a conheço há uma semana tive vontade de lhe saltar ao pescoço e desejar boa sorte. Tive vontade de lhe dizer que ia sentir a falta dela. A custo contive-me e pensei " não sejas tão portuguesa". Para nós tudo é grave, perpétuo, para sempre, ainda bem. Há coisas que devem ser choradas e ridas. Se calhar só eu e argelina partilhámos o sentimento e eu disse-lhe "Adieu". Trocámos um olhar cúmplice. A seguir os franceses explicaram-me que não dizem "adieu" nunca. Mas não perceberam que há casos em que é Adieu mesmo e nada o pode substituir. Eu e a argelina sabemos disso.

Wednesday, November 12, 2008

A cama que não é nossa

Nunca conseguimos dormir numa cama que não é a nossa. Há um barulho ou um silêncio que nos falta. Desde que cheguei acordo sem saber onde estou. Já não sei onde estou há muito tempo mas agora não estou mesmo em lado nenhum. Nem cá nem lá, um limbo. Quero a minha cama....quero uma cama que seja só minha.

Tuesday, November 11, 2008

Unbreakable True

Picture by Thiefree
- It says on your coat that you love Nick.... who the hell is Nick? - I don't know...but I bet I'm going to find out soon!

Omen

La Bohéme

Por estas ruas passeava-se um grupo estranho: três alentejanos, um açoriano residente em Berlim, uma algarvia, um lisboeta. Entrámos dentro de um bistro em St. Severin. Mesas cobertas com a típica toalha vermelha, empregados mal-criados à francesa. Refeição 10 euros avec tudo. Enquanto comíamos a célebre soupa de cebola (deliciosa) a empregada atirava-nos com o steak au poivre para a mesa e por detrás " La Bohéme", tão a propósito! Em frente, um grupo de brasileiros lutava com o menu, até que me levantei para lhes perguntar se queriam ajuda. E nesse momento a La Bohéme tuga fez todo o sentido na minha cabeça. Estamos mesmo em toda a parte porque somos boémios. E se não formos nós são os nossos"filhos"

Sunday, November 09, 2008

Sherazade continua a enviar palavras da cidade da luz, que lhe dá abrigo por ora. Imagino-a já, de sorriso colado ao rosto dançante. Lá na terra, descobriu que a bebida borbulhante, própria para festejos tem - pasme-se - um preço inferior ao líquido que ocupa 70% do corpo humano. A capital de Marrocos serve-lhe de ponto de apoio para outros saltos que irá dar em breve. Por esta altura teme que os jantares luxuosos lhe dêem cabo da linha. Pois digo-lhe, camarada, que a luta não se faz de barriga vazia. Da nossa parte, cumprimos e enviamos imagens para colmatar a carência - um manjar nos aposentos de Gioconda é sempre um evento a assinalar (!).

Monday, November 03, 2008

Sunday, November 02, 2008

enquanto aguardamos novos contos da pena daquela que partiu, voltamos aos 80.
Regressamos à voz de Bono - ainda com sotaque - (so glorious, honest and courageous by that time - in a word: [so] beautiful).
Em memória de alguns domingos sangrentos (os meus).
SUNDAY BLOODY SUNDAY ("where's the glory of that?")

No nosso estar uns com os outros, seriámos o tempo...

nenhum de nós e cada um.

(guess who)

picture by Joel Peter Witkin

Vampire Weekend (ou porque é fim-de-semana)

Saturday, November 01, 2008

No dia em que partes, ele chega.