Lembram-se deste meu post? A história continua a repetir-se, dia após dia. Acho que é patológico e fico preocupada.
Ainda a propósito da relação com carros, lembro-me de uma outra senhora que queria deixar o carro tão bem travado, tão bem travado, que arrancou o travão de mão.
Tuesday, October 30, 2007
Thursday, October 25, 2007
[Levava eu um jarrinho]
Levava eu um jarrinho
P'ra ir buscar vinho
Levava um tostão
P'ra comprar pão:
E levava uma fita
Para ir bonita.
Correu atrás
De mim um rapaz:
Foi o jarro p'ra o chão,
Perdi o tostão,
Rasgou-se-me a fita…
Vejam que desdita!
Se eu não levasse um jarrinho,
Nem fosse buscar vinho,
Nem trouxesse uma fita
P'ra ir bonita,
Nem corresse atrás
De mim um rapaz
Para ver o que eu fazia,
Nada disto acontecia.
Fernando Pessoa
Monday, October 22, 2007
Saturday, October 20, 2007
Pior do que ter de ir lavar o carro a uma daquelas garagens de lavagem automática, é ficar preso numa, às 9 da noite.
Tudo pára. Ela só via escovas gigantes que pareciam querer devorá-la. A buzina não serve para nada. Ninguém a acode. E lá se decidiu a sair do carro, apesar dos avisos para não abandonar a viatura durante a lavagem.
Não foi tragada por máquinas em fúria. E houve direito a um voucher. Pudera!...
Friday, October 19, 2007
Operação Dulcineia

O capitão Galvão foi pioneiro na prática de sequestrar/desviar navios com fins políticos.
O capitão Galvão, juntamente com a DRIL, sequestra o paquete de luxo Santa Maria, em Janeiro de 1961, lançando Portugal para as páginas da imprensa internacional. Após cinco dias, um morto e dois feridos graves, o grupo entrega-se ás autoridades brasileiras, onde obtêm o estatuto de asilados políticos e o navio regressa a Portugal. Em 1973, é vendido e desmantelado.
Thursday, October 18, 2007
Sobregeneralizações
O pequenito contava à avó o que tinha visto no Jardim Zoológico. Viu girafas com pescoços lindos, viu macacos a saltar de galho em galho e viu também golfos.
- Golfos?
- Sim, avó, aqueles animais que nadam e que são tão queridos.
- Ah, golfinhos.
- Sim, golfinhos.
Não é fantástica a nossa língua? As crianças, quando nascem, vêm equipadas com princípios gerais comuns a todas as línguas e depois adquirem certos parâmetros que se referem a línguas específicas. A criança interioriza as regras da própria língua o que, muitas vezes, origina fenómenos de sobregeneralização, ou seja, as regras são aplicadas em situações que constituem uma excepção.
É o que mostra o exemplo acima. Aquela criança tinha interiorizado que a marca de "inho" dizia respeito ao diminutivo e reconstruiu a palavra, tirando-lhe esse sufixo. Nestas situações, é necessário fazer um ensino explícito da língua.
Wednesday, October 17, 2007
Náusea
Cansada de mim. Do ressoar da(s) palavra(s) em mim. Exausta de mim.
Em silêncio, de mãos postas nas tuas, de mãos vazias.
Preciso de desalmar-me, despir-me de espírito. De emudecer, ensurdecer, ensandecer. Entregar-me ao silêncio.
Entregar-te a ti também.
Tuesday, October 16, 2007
25 Anos
Eu canto para ti um mês de giestas
Um mês de morte e crescimento ó meu amigo
Como um cristal partindo-se plangente
No fundo da memória perturbada
Sunday, October 14, 2007
Monday, October 08, 2007
Para ti, Lueji: sabes porquê

Hora
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.
Da única poetisa portuguesa que chamamos pelo nome próprio.
O mundo de estrelas veio da lente do Hubble.
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.
Da única poetisa portuguesa que chamamos pelo nome próprio.
O mundo de estrelas veio da lente do Hubble.
Saturday, October 06, 2007
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