Saturday, May 13, 2006

Educar para o Celibato

Há trabalhos maravilhosos na Comunicação Social Portuguesa. Este é um deles. Sobre o autismo. A visão de quem convive com um ser humano não reconhecido por mais ninguém. A esperança encarnada em todos os esforços para levar uma vida normal. A arte da paciência porque exige não só persistência, mas acima de tudo, muito amor. E a culpa.. essa culpa que as mulheres sentem - como se tivessem feito algo de errado e que o autismo dos filhos é de sua responsabilidade (ou castigo). E os pais, os pais que continuam a tentar, a acreditar.. e o novo valor da palavra efémero. Um sofrimento (quase) isolado, vidas interrompidas por uma doença que ainda ninguém compreende bem. A Ouvir.

3 comments:

Gaia said...

Um post que interpela.
Interpela necessariamente, porque o autismo, a depressão na infância e outras mais, existem.
A culpa, vem sempre.É humana.O luto da culpa é que não deveria acontecer «(quase)isolado».
Vou ouvir atentamente.

Ginko said...

Ouvi. Diria que se reconhece como um "ser humano menor" - não cumpre com as espectativas sociais, de quem não se pode esperar mais.

jose said...

a mãe de uma amiga minha trabalha com crianças autistas. diz que é uma experiência muito intensa. iunfelizmente não sei o suficiente sobre o assunto. tenho que ir pesquisar