Wednesday, January 30, 2008

Sobre o (des)Acordo Ortográfico

Aqui, espero que ponham os pontos nos iis, ou, como diriam em África, os traços nos tês.

Tuesday, January 29, 2008

Hoje enchi o depósito. 69€. Uma obscenidade.

Terá este post um objectivo?

Foto minha

Tenho-os de muitas formas e feitios, alguns com muita cor, outros mais sóbrios, uns maiores, outros mais pequenos. Os meus ímanes continuam a chegar.

Trazem-nos os amigos, os pais dos amigos, os amigos dos pais dos amigos, os amigos dos amigos.

Vieram de Cusco, de Barcelona, de Paris, do Rio, de Nova Iorque, da Madeira, de Piódão, de Amesterdão, de Nottingham, de Génova, de Toronto, do Porto, de Teerão, de Lagos, de Sevilha, de Veneza, de Salamanca, de Amesterdão, de Aljezur, de Kiev, de Alcatraz, de Sidney…

Esta mania pega-se. Apanhou-me há quase três anos e já a passei a outros…

Sunday, January 27, 2008

Aqui, está a ser apresentada a fábula Cândido ou o Optimismo, de Voltaire. É a história de um rapaz, Cândido, que, depois de ter sido expulso do castelo em que vivia por se ter apaixonado por uma princesa, vai experimentar a guerra, a inquisição, a pobreza. Ainda assim, continua a acreditar que o seu mundo é o melhor dos mundos possíveis, frase repetida durante toda a peça. Fiquei com vontade de ler o livro. Pensei que o tinha, mas não. Tenho de o roubar por aí a uma qualquer pessoa desprevenida, ou vou ter mesmo de o oferecer a alguém para depois o levar emprestado, tal como fiz com este e com este. Sim, porque isto de comprar todos os livros que queremos ler tem que se lhe diga.

Saturday, January 26, 2008

Pergunta (não) difícil

Uma aluna perguntou-me se a grossura importava. Respondi que esperava, acima de tudo, qualidade.

Friday, January 25, 2008

Last Year's Man

The rain falls down on last year's man, that's a jew's harp on the table, that's a crayon in his hand. And the corners of the blueprint are ruined since they rolled far past the stems of thumbtacks that still throw shadows on the wood. And the skylight is like skin for a drum I'll never mend and all the rain falls down amen on the works of last year's man. I met a lady, she was playing with her soldiers in the dark oh one by one she had to tell them that her name was Joan of Arc. I was in that army, yes I stayed a little while; I want to thank you, Joan of Arc, for treating me so well. And though I wear a uniform I was not born to fight; all these wounded boys you lie beside, goodnight, my friends, goodnight. I came upon a wedding that old families had contrived; Bethlehem the bridegroom, Babylon the bride. Great Babylon was naked, oh she stood there trembling for me, and Bethlehem inflamed us both like the shy one at some orgy. And when we fell together all our flesh was like a veil that I had to draw aside to see the serpent eat its tail. Some women wait for Jesus, and some women wait for Cain so I hang upon my altar and I hoist my axe again. And I take the one who finds me back to where it all began when Jesus was the honeymoon and Cain was just the man. And we read from pleasant Bibles that are bound in blood and skin that the wilderness is gathering all its children back again. The rain falls down on last year's man, an hour has gone by and he has not moved his hand. But everything will happen if he only gives the word; the lovers will rise up and the mountains touch the ground. But the skylight is like skin for a drum I'll never mend and all the rain falls down amen on the works of last year's man. Leonard Cohen Songs of Love and Hate

Thursday, January 24, 2008

Depois do livro, deixei-me encantar pelo filme. Mas, do Ian McEwan, continuo a preferir o Amesterdão.

Monday, January 21, 2008

Foto: N.E.
O prolongamento só faz sentido num jogo de futebol.

Sunday, January 20, 2008

Numa manhã de Domingo...

Só peço uma letrinha bem feitinha.

Saturday, January 19, 2008




Thank you, my dearest friend
Foto de Adolf Meyer

Declaração



Para todos os efeitos, informo que caduquei em Julho do ano transacto.
Foto de Henry Peach Robinson

Thursday, January 17, 2008

Just for Dirim

As flores retribuem-se com uma flor e um poema:

Foto minha

Recomeça ...
Se puderes,
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
do futuro,
Dá-os em liberdade
Enquanto não alcances,
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

Miguel Torga

Tuesday, January 15, 2008

As Ondas




As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

poema de Sophia
Foto de Francesca Woodman

Sunday, January 13, 2008

Na mesma frase... ... mudam de sujeito como quem muda de cuecas.

Monday, January 07, 2008

Atmosphere

Walk in silence, Dont walk away, in silence. See the danger, Always danger, Endless talking, Life rebuilding, Dont walk away.
People like you find it easy, Naked to see, Walking on air. Hunting by the rivers, Through the streets, Every corner abandoned too soon, Set down with due care. Dont walk away in silence, Dont walk away.

Sunday, January 06, 2008

Serviço Público: Smoking Spots


Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semi-ergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.

Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

Tabacaria (excerto), Fernando Pessoa.

Picture: Susie Smoking, by Nick Knight, 1988

05-01-2007

CARTA A FÁTIMA Lembras-te Fátima? era o que eu sempre te dizia, não somos nada nas mãos do acaso, e não há mais filosofia do que esta: deixar andar, tanto faz, hoje ou amanhã morremos todos, daqui a cem anos que importância tem isto, quem se lembrará de nós? quem se lembrará de mim? se nem tu já te lembras de mim agora, tu, a quem tanto amei, não te lembras, e foi há tão pouco, foi ontem, parece, que te levantaste e disseste: «Ficamos amigos como dantes»... E dizias: como dantes e era já noutro que pensavas, olhavas-me e nos teus olhos ria-se a traição, o prazer da liberdade, um desafio alegre, uma alegria provocante e desapiedada, ias a meu lado pela última vez e eu era já um estranho para ti, um fantasma a quem se concede, por caridade, uns momentos mais de companhia, algumas palavras vagas distraídas, um pouco de estima, talvez. Reparei: o teu corpo, oh corpo do meu prazer! oh carne virgem sangrando debaixo de mim! oh meu repouso e minha febre! o teu corpo outrora tão cativo e tão submisso, ficara de repente cerimonioso e esquivo, cauteloso, afastado, com um pudor forçado no puxares a saia sobre os joelhos, como se tivesse uma grande vergonha do despudor com que se dera antes... Dizias: como dantes e não era já nisso que pensavas, e não era já para mim que falavas, eu era uma coisa para esquecer, para deitar fora, uma coisa que se abandona caída no chão e se perde sem pena. Dizias: «adeus» e saías da minha vida com um aperto de mão desembaraçado, quase cordial um gesto de boa camarada, como se nada tivesse havido antes, como se não tivéssemos sido tantas vezes na cama, um dentro do outro, um no outro, um-outro diferente, uma coisa sublime: Deus Criador, como os míseros humanos só ali o podem sentir e saber; um Outro que éramos nós ainda, mas tão transtornados, tão virados para fora de nós, tão esquecidos do mundo e de nós, tão eficazes, tão leais, nós boca com boca, corpo a corpo, um sexo torturando um sexo, mordendo-se devorando-se, numa febre de chegar ao fim depressa, ao esquecimento, ao repouso. Disseste: adeus e eu odiei-te logo nesse minuto, como te odeio agora, não por ti ou pelo teu corpo que já me esqueceu noutros que vieram depois, mas porque morri ali naquela palavra, -morri entendes? -, perdi-me numa grande confusão, esqueci-me de ser eu, fiquei roubado do meu passado. Hoje, encontrarias um outro homem; havia de rir-me do teu corpo, da sua entrega ou das suas traições, de tu me dizeres: «Vem» ou «Adeus...», ou «Não quero...». Hoje, saberias quem fizeste com uma só palavra, conhecerias um outro homem, que é obra tua, minha segunda mãe! Hoje, havia de rir ou chorar, era a máscara do momento; mas diria: tanto faz..., tanto me faz... Sabia-o! Luiz Pacheco Retirado de http://www.triplov.com/surreal/index.html

Friday, January 04, 2008

Esta noite....

Somos tod@s COMUNAS

Wednesday, January 02, 2008

HOPE

Foto minha

Tuesday, January 01, 2008

2008: New Year, Old Bridge

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Satã & Satã, S.A. Exorcizamos à noite, de tarde e de manhã No ano que se inicia, continuamos nisto.
Rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos,rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos,rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos, rimos... tanto.