Tuesday, February 19, 2008

Sabia-o. Já me tinham avisado que talvez não me reconhecesse, tal como não reconhecera alguns que, em espécie de romaria, rumavam a sua casa para lhe fazer companhia. Vi-a e lembrei-me das avós quase cegas, matriarcas, de Garcia Marquez ou de Allende.

Ajoelhei-me para que me pudesse ver e sorri-lhe. Perguntaram-lhe se sabia quem eu era. Disse que sim, que era a filha da vizinha. Riram-se todos.

Rindo, disse-me o nome, baixinho, lentamente. Gostei de o ouvir assim, dito por ela.

1 comment:

sandro said...

gosto muito de te lêr!!