Monday, November 27, 2006

Mário Cesariny

Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto tão perto tão real que o meu corpo se transfigura e toca o seu próprio elemento num corpo que já não é seu num rio que desapareceu onde um braço teu me procura Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco

3 comments:

Lueji said...

Um rio que desapareceu.

sophia said...

não desaparecerá nunca!

Anonymous said...

Pois, em todas as ruas, becos ou largos, te encontro, ainda.