Monday, August 14, 2006

2 comments:

jose said...

o ano passado tive a sorte de ir para uma faculdade onde não haviam praxes. este ano vou para uma que, pelo que sei, tem. não acho a praxe assim tão terrível, dependendo do tipo de praxe, é óbvio. mas participar ou não nas praxes será uma decisão minha. se achar que sim lá será, se achar que não não será.
acho que deixei o cérebro em casa hoje. lamento o comentário imbecil mas achei que devia dizer qualquer coisa visto ter falado nesse assunto um dia destes.

Dirim said...

:) os teus comentários são sempre bem vindos, José :)

Quanto à praxe - sim, é uma decisão individual (ou pelo menos deveria ser). Eu sou mesmo anti-praxe (mas não, não faço parte do M.A.T.A ;-). Não por qualquer trauma. Simplesmente por uma questão de princípios e de coerência. A praxe é uma instituição profundamente hierarquizada e que promove a desigualdade entre os pares. Os que a defendem alegando que o intuito é a integração deixam as minorias de parte (jamais me esquecerei de uma pergunta que alguém na assistência de uma conferência sobre o tema fez a um dos oradores: "se a praxe é para integrar porque não praxam os estudantes dos PALOP? Porque os deixam de fora de todas as 'comemorações' praxísticas?").

A maior parte dos que a defende alegando que é uma questão de tradição, não faz a menor ideia das origens da praxe (ou do traje académico), que houve uma polícia académica e que a praxe foi abolida em 1910 "em nome da liberdade". Ignoram que a praxe é um ritual de iniciação - e que se proporcionou (entre outras coisas) por a universidade ser um local de elite nos primórdios da sua existência e nos séculos seguintes.