Sunday, May 07, 2006

Cruzes contra a imigração

Esta é uma das fotos do Público de hoje... vem com esta legenda: "O Ku Klux Klan continua activo nos estados do sul dos Estados Unidos e mostrou-o ontem numa manifestação contra a imigração em Russellville, no estado do Alabama. Dustin McCalpin, de oito anos, olha a lente do fotógrafo em jeito de desafio num campo perto de Vina onde assiste à cerimónia da queima de cruzes, um dos símbolos da organização, que defende a supremacia branca."
Há coisas que ultrapassam a minha compreensão.. Foto de Joe Songer

4 comments:

horvallis said...

É um crime ensinar o ódio a crianças.
A supremacia da raça branca ! O exemplo e a ironia maiores dessas supremacia branca, desejosa de manter a sua superioridade e pureza, que já vi foi a dos "pequenos brancos" das Ilha francesa da Réunion. Esses brancos, todos com nomes nobres, tão conscientes da sua superioridade de brancos, nunca quiseram se mixturar com os negros da ilha e sempre casaram entre eles. Permaneceram puros ! Vi uma reportagem sobre os descendentes dessa nobreza e que mostra seres totalmente degenerados, pequenos, débeis (realmente débeis, por causa da consanguinidade, não é exagero da minha parte)- mas eles preservaram a pureza da raça! Quando vejo pessoas reinvindicar uma superioridade racial e recusar a miscigenação, sempre penso nesses "pequenos brancos". Vejo a a degeneração deles como o símbolo mesmo da estupidez do racismo.

Ginko said...

"Lágrima de preta

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio."

Vale sempre a pena lembrar.

Sextosentido said...

(K)

Lucy said...

A constituição americana, a mais antiga do mundo (também a mais ambígua, claro), reserva o direito à existência e manifestação de grupos como o KKK. Este continua, no dia do seu aniversário, a fazer um pequeno cortejo por Washington.

Os cabrões nem coragem para mostrarem a cara têm! Já diz tudo, não?