Wednesday, February 22, 2006

Resistência em nome de Deus (As mulheres do Hamas)

Esta fotografia impressionou-me muito, bem como a declaração desta mulher suicida, na fotografia com a sua filha (a primeira do grupo Hamas, em Janeiro de 2004) ainda quando criança: "...Converter-me em metralha humana contra os sionistas." O que é o HAMAS? É o Movimento de Resistência Islâmico (Hamas) defende a resistência em nome de Deus. Não reconhece Israel e conta com grande apoio popular. Subiu ao poder nas últimas eleições, deixando assim o processo de paz cada vez mais distante de ser uma realidade. Esta informação e fotografia foram publicadas o passado fim de semana na revista do jornal "El Pais"; se desejam mais informação sobre o assunto poderão aceder ás páginas www.elpais.es/comunes/2006/hamas/, http://www.elpais.es/articulo/elpporint/20051008elpepuint_4/Tes/

2 comments:

Dirim said...

From: "Shoot the Women first": (...) contudo, cedo se tornou claro que enquanto os homens conspiravam e faziam planos, eram as mulheres quem se reuniam a altas horas da noite para executar as acções. Elas pareciam ter mais energia e empenho do que os homens e pareciam dispostas a arriscar mais do que eles. (...) tradicionalmente, espera-se dos homens que estejam minimamente familiarizados com a violência - que saibam lutar, quer em legítima defesa, quer como agressores. AS mulheres, pelo contrário, estão associadas aos instintos maternais (...). «O primeiro alvo são as mulheres», era, segundo se diz, uma instrução dada aos recrutas do esquadrão antiterrorista da Alemanha Federal, bem como uma recomendação que a Interpol fazia aos outros serviços secretos europeus. (...) Herr Christian Lochte, director do serviço de recolha de informação sobre movimentos subversivos alemães, que tem mais de 20 anos de experiência no estudo dos revolucionários políticos, comentou: «a quem quer que tenha amor à vida, alvejar primeiro as mulheres é uma atitude muito inteligente. A minha experiência diz-me que as mulheres terroristas têm um carácter mais forte, mais poder, mais energia. Há alguns exemplos em que os homens hesitam por momentos na hora de disparar, ao passo que as mulheres o fazem de imediato. Este é um fenómeno generalizado entre os terroristas».
Este livro, da autoria de Eileen Macdonald, jornalista, levanta algumas questões interessantes no que respeita ao género da violência entre os grupos terroristas. Ela entrevistou inúmeras mulheres de diferentes grupos, entre as quais, Leila Khaleb, da Frente para a Libertação da Palestina. Penso que, quando se luta por uma causa há limites que se perdem. Só que, dizem algumas destas mulheres: "nós temos muito mais a perder".

Ginko said...

penso que sería extremamante acertado publicares no blog. E não ficar apenas como um comentário ao publicado.
principalmente porque se trata de um blog femenino, não ficar apenas pela informação "rosa". E na verdade o teu texto, com os comentários documentados que escreveste é sem dúvida excelente.