Tuesday, December 30, 2008

Oui?

Uma pessoa percebe quando se está a tornar emigra se o telefone toca a meio da noite e responde -"Oui?"

Sunday, December 28, 2008

Can I play with Madness?

hoje metallica, ontem Iron Maiden. Voltei à adolescência. E quando me convidaram para ir a um Reveillon Metálico encolhi os ombros e sorri mentalmente.

Coisas que ficam bem noutra língua

Parede do bar Alimentation Générale "Ne me demande pas porquoi je t'aime je ne peut pas dire porquoi je vis"

Saturday, December 27, 2008

"Bird girls can fly" Picture by Horst P. Horst
"falava como se tivesse engolido um caixote do lixo" (booklover)

Christmas

Friday, December 26, 2008

adoro estrear agendas.....

Wednesday, December 24, 2008

Queixa das Almas Jovens Censuradas

Dão-nos um lírio e um canivete e uma alma para ir à escola mais um letreiro que promete raízes, haste e corola Dão-nos um mapa imaginário que tem a forma de uma cidade mais um relógio e um calendário onde não vem a nossa idade Dão-nos a honra de manequim para dar corda à nossa ausência. Dão-nos um prémio de ser assim sem pecado e sem inocência. Dão-nos um barco e um chapéu para tirarmos o retrato Dão-nos o bilhete para o céu levado à cena num teatro Penteiam-nos os crânios ermos com as cabeleiras das avós para jamais nos parecermos connosco quando estamos sós Dão-nos um bolo que é a história da nossa história sem enredo e não nos soa na memória outra palavra que o medo Temos fantasmas tão educados que adormecemos no seu ombro somos vazios despovoados de personagens de assombro Dão-nos a capa do evangelho e um pacote de tabaco dão-nos um pente e um espelho para pentearmos um macaco Dão-nos um cravo preso à cabeça e uma cabeça presa à cintura para que o corpo não pareça a forma da alma que o procura Dão-nos um esquife feito de ferro com embutidos de diamante para organizar já o enterro do nosso corpo mais adiante Dão-nos um nome e um jornal um avião e um violino mas não nos dão o animal que espeta os cornos no destino Dão-nos marujos de papelão com carimbo no passaporte por isso a nossa dimensão não é a vida, nem é a morte. Natália Correia

Saturday, December 20, 2008

Unsaid Mysteries

There's always something unsaid and undone that we know we'll do later. It's just a thing you have to wait to do. So that when you finally do it it's perfect.

Sunday, December 14, 2008

Sherazade: o aqui e agora.

na sexta rumámos de novo em direcção à casa de Gioconda. Começámos por ser seis, aos que se juntaram mais três. A noite correu macia com manjares a condizer e fruta adoçada de chocolate. O passado e o futuro corroeram-nos a fala. dominaram a conversa: e o outro, o bipolar? E a outra, a complexada? E aqueles que não fazem nada? E afinal, o que é dinamismo? Ou complexo? E a partir de agora, o que é que vais fazer? As perguntas sucediam-se. E as palavras do outro a ecoarem na minha cabeça: O aqui e o agora onde ficam? Seria impossível concentrarmo-nos no presente e única e exclusivamente aí? Não consegui descolar-me da ideia que damos demasiada importância ao futuro (que não existe) e continuamos ligados de forma inexplicável ao passado (que também não é real).
ser confundida com uma turista somente por estar a fotografar a cidade a que chamo minha.

Monday, December 08, 2008

A caveira que ri

Corria o ano de 2006, quando os vi ali para os lados da Trindade. Na altura, apaixonei-me pela voz de André Gago e pela expressividade de Joaquim Nicolau. Há dias revi-os. Descobri coisas novas na peça. Percebi Gago mais robusto, Nicolau (ainda) mais vividamente cómico. A essência - o humor combinado com (algumas) cenas de intenso dramatismo - mantém-se. Como resultado do trabalho do Teatro Instável, Hamlet continua dramaticamente belo e Ofelia também.

Sunday, December 07, 2008

Woab

for you....you know why :) Let's eat the cake!!!!! (foto descaradamente roubada de onde nós sabemos)

Tuesday, December 02, 2008

Shakespeare and Company

De como se compra um livro por ter uma carta escrita dentro.
Era Sábado, tinhamos passado o dia com mortos. Havia quem cheirasse o musgo no Pére Lachaise e eu já farta de tanta morte, porque se as pessoas tivessem muita morte na vida não passeavam em cemitérios. No final do dia desembocámos na livraria mais louca do mundo. Dentro há pilhas de livros completamente desorganizados. Um gajo guedelhudo tocava ao piano qualquer coisa ligeiramente parecida com música e remexíamos os livros: eu e tu teríamos remexido os livros, eu remexi os livros. No andar de cima dois tipos magros de uma magreza de quem não dorme, não come e fuma. Dois americanos e um cheiro a alcool já velho e eles novos, magros, discutiam alguma coisa importante e nós entrávamos ali e eles impávidos, moravam ali. E os restos de yogurte, e os livros num caixote e a Mademoiselle na caixa a quem se fala em Francês e responde num inglês orgulhoso sem sotaque, estando-se perfeitamente nas tintas para a língua mater. Numa mesa um livro sobre poesia medieval tinha dentro uma carta. Negociei o preço teimando o francês, 6 euros responderam-me em british accent. Terias feito o mesmo. Curiosity killed the cat...miau!