O primeiro desafio é conter os dedos, a boca. Atá-los para
que nada saia. Nem uma palavra denunciadora. Depois é aclarar as ideias. Como
responder a uma carta que tem a palavra VENCER em maiúscula? Como responder a
uma carta que apela para a minha despreocupação? E como evitar a apreensão que
me assalta ao ler «é possível VENCER este tipo de doenças?» Que palavras são
possíveis?
Foi amor à primeira vista. Um coup de foudre. Fui ao MNAA não por ele, mas pelo Dürer. Foi a partir daí que soube que o amava, porque tal como ele, também eu tenho amor pelo belo. Depois, sempre que, por força da doença que acometera Sherazade, me cruzava com ele guardava um profundo suspiro.
Costuma dizer-se que os/as amigos/as são para as más ocasiões; mas eu tenho a certeza que são também - ou, sobretudo - para as boas! Foi um prazer enorme partilhar a noite de ontem com vocês!